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Jornal da Política – A conta dos consumidores de energia elétrica tem impacto de R$ 500 bilhões, a serem pagos nos próximos anos. Segundo levantamento do grupo técnico de Minas e Energia da equipe de transição, esta será a “herança” deixada por uma série de ações adotadas pelo atual governo.

De acordo com o coordenador executivo do grupo, Mauricio Tolmasquim, o principal impacto é uma das consequências da privatização da Eletrobras, com um custo de R$ 368 bilhões nas contas. Uma das emendas inseridas pelos parlamentares no projeto que aprovou a venda da estatal no Congresso obriga o governo a comprar energia de termelétricas a gás natural nas regiões Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudeste a partir de 2026. “Lugares distantes onde não há gás natural”, alertou Tolmasquim, durante entrevista coletiva no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.

Segundo ele, essa conta inclui um empréstimo feito às distribuidoras, em cerca de R$ 23 bilhões, o custo com a escassez hídrica, de R$ 6,5 bilhões, a contratação emergencial de termelétricas, no valor de R$ 39 bilhões, e as chamadas consequências da privatização da Eletrobrás (emendas que foram colocadas no projeto de lei de privatização que têm impacto grande, como a obrigação de contratar termelétricas que funcionam o tempo todo), de cerca de R$ 368 bilhões. Há ainda, a reserva de mercado para as pequenas centrais hidrelétricas que custa R$ 55 bilhões.

“São contas que terão que ser pagas pelos consumidores. Essa é uma questão muito grave. Hoje nós temos um fenômeno no Brasil que o custo da geração da energia elétrica, de construir usina e gerar, é muito barato, porque nossas fontes são baratas, de recursos naturais. Agora, a tarifa que o consumidor paga é uma tarifa exorbitante, uma das mais caras do mundo”, criticou Tolmasquim.

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